Sinto muito orgulho em poder trocar experiências com profissionais da América Latina e do Norte, Europa e Ásia. Compartilhar histórias, conhecimento e informações com pessoas do mundo todo nos permite ter uma visão ampla da atualidade, tanto no âmbito social quanto profissional. Estas conversas colaboram com o nosso crescimento pessoal.
Conhecer novas e inusitadas culturas, levar a nossa história para outros lugares; são estes momentos que ficam gravados na memória. Recentemente, pude visitar novamente a Europa em uma maratona de cursos e palestras sobre a técnica Restauração Dentoalveolar Imediata. Ao visitar a Grécia, Hungria e Ucrânia cultivei novos contatos com profissionais locais que elevam a odontologia mundial.
A chegada em Atenas, na Grécia, além de proporcionar a experiência de estar no lar de uma das mais antigas civilizações, também resultou em um evento odontológico gratificante. Participei do Simpósio de Odontologia organizado pelo OMNICONGRESSES, em parceria com a ICOI, como o único brasileiro a palestrar.
Em um auditório com cerca de 500 pessoas, compartilhei a trajetória do primeiro paciente em quem foi aplicada a técnica RDI, há doze anos. Desde o procedimento, a equipe da Clínica acompanha o caso, verificando os resultados funcionais e estéticos favoráveis, os quais se mantém até hoje. Após o fim da palestra, fui recebido por vários profissionais interessados em conhecer mais sobre a técnica. Neste momento, recordo-me da importância do estudo, pois continuo a aprofundar o meu conhecimento para compreender e sanar as dúvidas dos colegas quanto à RDI.
Dentre os assuntos mais abordados está o motivo para a técnica funcionar, sobre o qual precisei estudar muito junto de um dos maiores pesquisadores sobre biologia óssea do Brasil, Luís Antônio Violin. O interesse dos colegas nas respostas biológicas e no processo de reorganização celular em si é alto. Além disso, com as conversas após cada palestra, é possível perceber que a velocidade de aceitação da técnica ao redor do mundo vai aumentando gradativamente, conforme as evidências científicas são apresentadas. E isso acontece porque, na atualidade, a RDI possui uma metodologia confiável e facilmente reprodutível.
Já na Hungria, o curso de Imersão em RDI aconteceu no Urban Regeneration Institute. O espaço é dirigido por um dos cirurgiões-dentistas mais renomados do mundo, Istvan Urban. Por isso, ser o primeiro profissional de fora do instituto a ser convidado para ministrar um curso representa muito para nós e para a odontologia brasileira. Levamos nossa técnica a um país com uma história marcante. O curso lotado contou com profissionais de 11 países diferentes, como Áustria, Inglaterra, Lituânia, Rússia, República Checa e etc.
A próxima parada foi em Kiev, na Ucrânia. É surpreendente para mim saber que a odontologia brasileira, com a técnica RDI, chegou tão longe. Onde acreditava ser desconhecido, encontrei 300 pessoas inscritas. Essas são experiências que não conseguimos ter sem visitar o lugar.
No curso, com duração de 8 horas, conseguimos abordar a temática da RDI com alta qualidade. Além disso, nesta viagem, foi possível refletir sobre a importância da comunicação. Em determinado momento, durante o debate, contamos com a colaboração dos participantes do curso para conseguirmos compreender a pergunta de um dos profissionais presentes, que havia sido feita em russo. Assim, traduzimos do russo para o ucraniano e, a seguir, para o inglês.
Ao longo da viagem, houve a harmonia e integração entre o antigo e o novo, entre a tradição e a inovação. Em uma localização tão antiga quanto a Europa, conseguimos inserir as novidades de um país tão jovem quanto o Brasil.